Quinta-feira, Fevereiro 07, 2008
Quarta-feira, Fevereiro 06, 2008
Ora, tomem lá verdades absolutas!!!
Pois é, nascem assim, naqueles momentos de pura encenação teatral, os pretextos para se soltarem os patéticos laudatórios que sustentam as "verdades" do futebol português.«Fado e samba», O futebol e a vida
O jogador sul-americano dá mais importância à liberdade do que o europeu. É um estilo que se espelha nos relvados, mas que começa na atitude fora deles.São mundos diferentes. Os ritmos, os espaços e o clima. De todas as paisagens sul-americanas, os jogadores brasileiros são aqueles que mais sentem a diferença entre os seus aromas tropicais e o mais sisudo universo europeu. O futebol e a vida. Em campo, até o tamanho da relva muda. Mais alta no Brasil, mais baixa na Europa. Fora dele, a picanha e o samba atenua a distância. Mas nem sempre chega. Quando, nos anos 90, Edmundo, o animal, chegou a Florença a sua primeira pergunta foi onde fica o mar? Dispostos a tudo para o agradar, os directores da Fiorentina mostraram-lhe a cidade e algumas casas no centro, carregadas de significado histórico. Não, demasiado velhas, disse, mais habituado à moderna arquitectura do seu apartamento de luxo junto à areai ardente de Copacabana. A contratação de um jogador brasileiro envolve, pois, um risco que ultrapassa o seu valor futebolístico. É preciso relativizar todas essas diferenças que, no relvado, o impedem de repetir as mesmas coisas que fazia nos gramados. É necessário sempre um período de adaptação aos tais novos ritmos e espaços. Algo mais notório quando são cariocas. Os gaúchos, do Sul, regra geral, adaptam-se mais facilmente. Entender um jogador, criar o seu jogar espelhando-o no colectivo, é uma missão complicada. É preciso entender a sua forma de, primeiro, pensar e viver, e, segundo, colocar-se e jogar em campo de forma a fazer mais vezes o que fazem bem e menos vezes o que fazem mal. Os brasileiros são, nesses aspectos, os casos mais difíceis. Recordo o caso de Carlos Alberto. Um brasileiro puro, no jogo e na vida. Um estilo de vida festivo com um jogador de futebol no meio. É preciso entender as duas coisas. Em 2004, foi chave no caminho ao titulo europeu. Conta-se que quando passou na torre dos clérigos afirmou deslumbrado que já me tinham dito que Sintra era muito bonita. Um estilo de vida festivo, com um jogador de futebol no meio. Depois desse ano, porém, o Feijão desapareceu e acabou por sair. A qualidade dos pés de Liedson está provada. Os atalhos da sua cabeça continuam insondáveis. Ou não, porque, em geral, no futebol, o que parece é. A rebeldia aumenta na quadra natalícia. Férias maiores e o mercado a abrir-se. Liedson está já na sua sexta época no Sporting. É difícil imaginar a equipa sem ele. Paulo Bento também pensará o mesmo e por isso disse prescindir de extremos pois eles não combinam com a forma de jogar do “levezinho”. O jogador sente-se importante e joga com isso. Esta relação de Lieson com o entendimento do jogo é, no entanto, um dos traços que melhor distinguem os craques do “Novo Mundo” quando chegam ao “Velho Continente”.
Não é fácil, no entanto, para qualquer treinador europeu entender e domar com muitos jogadores sul-americanos. Regra geral, são mais participativos no jogo. Ou seja, questionam mais o porquê das coisas, mesmo que seja apenas numa perspectiva de interesse individual. Isto tanto facilita o jogo como cria problemas. O jogador europeu é mais receptivo e disciplinado a acatar as ordens tácticas. Ouve e cumpre. Dizem “Faço o que o treinador manda” como se isso fosse um exemplo de honestidade. No fundo, com essa frase, apenas fogem das suas responsabilidades. O sul-americano, mais o argentino que o brasileiro, ouve e pergunta. Claro que existem excepções, de ambos os lados, mas, no geral, isto espelha um pouco o choque de mentalidades do jogador sul-americano quando chega à Europa. Dá mais importância à liberdade do que o europeu. É um estilo que se espelha nos relvados, mas que começa na atitude fora deles. Até nas emoções que transmitem. Não imagino Cristiano Ronaldo quando ouço um samba e Ronaldo é um génio da bola. Mas pertence a outra cultura. Quando ouço tamborins e cuícas, imagino Robinho, por exemplo. É uma maneira de ser. Da mesma forma que um treinador necessita um jogador em quem confia, o jogador necessita um treinador em que acredite. Entendimento da forma de vida, em campo e fora dele.
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O «piloto automático»
O Benfica converteu-se ao 4x2x3x1. É um ponto de partida, mas, quando mexe na equipa, Camacho nunca mexe tacticamente. Mexe apenas nas dinâmicas individuais de cada posição. Por isso, Adu e Di Maria nunca «jogaram» no Benfica...Pensar no sistema táctico é mais do que pensar na estrutura que dispõe os jogadores em campo. Mesmo ambas em 4x4x2, duas equipas podem jogar de forma muito diferente. Depende das movimentações que, em situações idênticas, os jogadores realizam. Os sistemas não são, portanto, universais. Não têm vida própria. A estrutura do Benfica está solidificada no 4x2x3x1. É um ponto de partida. Falta agora, detectar, os seus princípios (hábitos) de jogo.Vendo os jogos, é raro, porém, detectar-se movimentos que se repitam de forma pensada, isto é, algo que ultrapasse a dinâmica lógica do sistema, como o lateral subir, o ala flectir, cruzamento e depois depende da bola cair ao primeiro ou segundo poste e onde está o ponta-de-lança. Em vez de um jogar colectivo, a estrutura move-se por impulsos individuais. É a vertigem do piloto automático que não pensa. Ataca por picos e a seguir faz uma transição defensiva desequilibrada. Os jogadores movem-se (correm muito) tendo apenas como referência onde partem e nunca onde devem chegar no fim desse movimento. É um estilo emocionalmente forte que confunde adversários, mas esgota-se nisso mesmo. Quando mexe na equipa, Camacho nunca mexe tacticamente. Mexe nas dinâmicas individuais de cada posição. Como contra o FC Porto em bloco-baixo, em vez de mexer no plano táctico, limita-se a trocar Pereira por Di Maria, sobre a direita. Com Di Maria, estremece esse espaço, ganha mais velocidade, mas a ideia esgota-se apenas nisso. Ou seja, falta padrão de jogo ou circulação de bola. Quando entra Adu, não entra outro pensamento sobre o jogo, mas só um jogador diferente do que lá estava. Dá apenas sangue novo à posição. Os movimentos continuam dependentes da anárquica inspiração individual.Camacho quer fazer o primeiro remate ou a primeira jogada de perigo. Era a fórmula do seu Real Madrid como jogador. Mas tal não sucedia por mero impulso individual. Tinha filosofia colectiva para lá chegar e se não o conseguisse movia-se para descobrir como o fazer. O actual Benfica limita-se a abanar com o jogo de cada vez que um jogador, sobretudo nas faixas, arranca com a bola.O jogo apenas ganha um cérebro quando Rui Costa pega na bola e organiza a circulação ou quando, noutro estilo, Nuno Gomes actua mais recuado e procura combinar com Cardozo, mais avançado. Por isso, antes de cada jogo, a grande questão está em saber se Cardozo e Nuno Gomes alinham juntos. É a única pequena sociedade que se detecta no actual jogar benfiquista. Por força das características dos jogadores. Não de um jogar arquitectado. Cada vez mais, no futebol de top, joga-se como se treina. O actual Benfica é o espelho desse facto. Para o bem (emocional) e para o mal (táctico).
Adu e Di Maria nunca «jogaram» no Benfica
No fim do jogo, é comum perguntar como jogou aquele jogador. O conceito jogar está, no entanto, deturpado. Porque não basta ter estado em campo para jogar. Estranho? Não. Porque o conceito jogar tem implícito princípios de movimentos que partindo das características individuais são depois integrados numa ideia colectiva de jogo e, no caso mais particular do jogador, numa dinâmica de movimentos complementar com os colegas mais próximos do espaço em que se move. Ou seja, jogar implica inter-acção e não apenas acção. Por isso, é difícil dizer, por exemplo, se Di Maria e Adu (ou até Cardozo) têm jogado bem no Benfica. Porque, em campo, não se lhes detectam movimentos de inter-acção. Não demonstram um jogar colectivo para lá das dinâmicas individuais (acção) que, com a sua qualidade técnica individual, dão a cada posição. Falta promover a inter-acção (táctica) entre esses movimentos isolados. Falta o lado táctico do jogo. Basta ver Adu ou Di Maria poucos minutos para ver que têm grande margem de crescimento. Bastam também poucos minutos para perceber que este não será o melhor caminho para o conseguir. Passar da acção para a inter-acção. A única forma do jogador crescer. A todos os níveis.
Imaginação “mecanizada”
Concentração, espectáculo, inteligência, criatividade, etc… Que palavras fazem hoje os pilares de uma grande equipa europeia e a essência dos melhores jogadores?Pensem no futebol actual e as sensações que ele transmite. Quais as palavras que melhor definem hoje uma grande equipa de futebol? Para o adepto imparcial, termos como espectáculo e magia seriam, certamente, os mais desejados. Para um treinador, porém, o jogo tem de ter os pés sempre mais bem assentes na terra durante os 90 minutos. Por isso, no final de cada jogo normalmente definem a exibição da equipa com palavras como “inteligência” e “concentração”. Não serão, claramente, as mais excitantes, mas são, indiscutivelmente, as mais importantes no tal mundo frio e realista do futebol moderno, onde até os mais criativos mágicos têm de se moldar a esses princípios. O problema é que, muitas vezes, esse lado tão “mecânico” do jogo, coloca-lhe umas rédeas de tal forma curtas ao ponto daquelas palavras-chave passarem a confundir-se com “calculismo” e “receio”.
Mas será ainda possível existir espaço para um jogador divertir-se no futebol actual? Acredito que sim e Quaresma é, para o bem e para o mal, um bom exemplo disso. Kiko, um belo jogador espanhol dos anos 90, costuma dizer que “ no campo, a felicidade absoluta não existe, mas...yo casi la rozo”. Como? “Ninguém imagina que eu possa passar um jogo sem tentar um túnel ou um toque de calcanhar...”. A verdade, porém, é que Kiko nunca conseguiu dar o salto do jogador entusiasmante para um jogador de verdadeira dimensão mundial. Nunca conseguiu, afinal, conciliar diversão com concentração. Mais do que um jogador excitante, ser um jogador inteligente. Afinal, aquele que percebe que, em campo, pode haver tempo para tudo. Para túneis, passes de letra, mas também para segurar, jogar sem bola, cortar e passar. O treinador francês Aimê Jacquet confessou que antes da final contra o Brasil no Mundial 98 chamou Zidane à realidade dizendo-lhe: “Zizou, tu não és a equipa de França. Tu não representas a equipa de França. Não metas essa ideia na cabeça.” Fez uma pausa e acrescentou: “Mas eu sei que serás tu que nos fará ganhar!” Cristiano Ronaldo é um bom exemplo para perceber este choque de conceitos. Em ambos os sentidos. É um jogador inteligente no Manchester. É um jogador anárquico na selecção. Ora, na essência, as grandes equipas são feitas de jogadores da primeira matéria. Joga melhor, isto é, mais em sintonia com a equipa e as suas qualidades, na “Velha Albion” do que na relva lusa. É a chamada “criatividade inteligente”. Ou, no plano colectivo, a mecânica controlada pela imaginação. O facto do FC Porto ser a única equipa portuguesa a continuar na “Champions” tem muito a ver com esta consciência de futebol. É uma equipa, ao contrário do Benfica, sem “estados de alma”. No contexto europeu isso é muito importante. Claro que existem diferentes níveis desta categoria futebolística. O actual FC Porto, nesse sentido, ainda está numa segunda linha dos gigantes europeus, mas o facto de ter sido primeiro do seu grupo, coloca-o, para já, na casa mais elitista da bola europeia. Ainda, precisa, no entanto de crescer muito para dar outras sensibilidades (tácticas e técnicas) ao seu jogo quando confrontado ao mais alto nível.Tentem, então agora responder à pergunta inicial do texto. Seguindo o raciocínio expresso nestas linhas ou outro que entenderem melhor, acredito que todos eles irão à inteligência antes da diversão. Não há drama nenhum nisso. Porque, depois, em campo, no tal conceito do “bom futebol”, elas voltam a juntar-se.
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Terça-feira, Janeiro 08, 2008
Porreiro pá!
A pasmaceira política portuguesa distrai-nos das distintas personalidades dos nossos governantes. Fascinados pelas semelhanças entre primeiros ministros e presidentes, insistentes na expansão pirata da economia privada, conservatismo fiscal, e repressão dos direitos sociais e laborais, não notamos que são todos gajos singulares em estilo e liderança. Assim, enquanto o país permanece inscrito em dura pedra no atraso social e democrático, o espectáculo da República está em constante re-invenção. Vejamos os líderes do absolutismo democrático, quando no final da década de 80, os governos começaram a cumprir o termo dos seus mandatos.O Sporting e o «Losango»
Observando o Sporting dos ultimos tempos, torna-se evidente que precisa de um sistema alternativo mas o pior que pode fazer neste momento é deixar de jogar e treinar com aquele que é o seu preferencial hà dois anos, o 4x4x2 losango. Seria como sair da sua «casa táctica» para um território estranho.Penso, por vezes, o que será o Paulo Bento treinador daqui a dez anos. Quando se começa a vida nos bancos logo no comando de um grande, a noção de progressão na carreira fica desde logo muito turva. É quase um paradoxo dizer-se que precisa crescer como treinador quando, no plano nacional, já está no topo. Há dez anos, era Carlos Manuel quem treinava o Sporting. Hoje, está no Atlético e, desde há muito, fora do circuito da I Divisão. Não penso que vá ser esse o destino de Bento, mas a sua carreira como técnico do Sporting caiu num “beco sem saída” táctico.
O princípio do bom futebol
Quando mexe na zona central da equipa, o treinador é como um cirurgião a fazer uma operação de coração aberto. São os órgãos vitais do onze que estão em causa. Rui Costa, Lucho, Moutinho e o drama da selecção sem Deco.Das várias definições que já ouvi no futebol, existe uma que gosto de destacar: “Uma equipa de futebol é como o organismo humano que tem órgãos que se adaptam ao mau funcionamento de outros. Há uma parte de vida vegetativa, quase automática, outra de reflexão espontânea e uma inteligência que controla quase tudo.”
É por isso que a jangada do bom futebol de Rui Costa continua a ser, mesmo na tempestade, a melhor forma do Benfica navegar no relvado. É por isso que, no FC Porto, Lucho brilha tanto quando joga do que quando o não faz, tal o impacto que essa falta provoca na lucidez do jogo azul-e-branco. É por isso que no Sporting, critica-se quando Moutinho é desviado para uma ala, onde não é possível ter a mesma visão para ordenar jogo. Quando mexe nestas posições, o treinador está mexer nos órgãos vitais da equipa. É como um cirurgião a fazer uma operação de coração aberto. Se o bisturi falha, a equipa perde-se. Mas, às vezes, é indispensável fazer essas operações. Criar um «bypass» no onze para que as suas batidas (ritmos de jogo) mantenha uma leitura e dinâmica de movimentos com igual qualidade de vida.
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A arte do fora-de-jogo
O bom futebol tem várias formas de expressão. Para lá dos passes de morte, tabelas e dribles, existe um gesto colectivo que, sem a bola, simboliza um dos momentos mais inteligentes. É quando a linha defensiva lê os movimentos (passe-desmarcação) do adversário e, subindo no terreno, coloca-os astutamente em fora-de-jogo. É quase um bailado com os jogadores a ir em sentido inverso. Tem tanto de maquiavélica como de bela.Etiquetas: Futebol
«Conta-quilómetros» na bola
Mais do que no jogador, devia-se era colocar o conta-quilómetros na bola e, no fim, ver qual das equipas a fez correr mais e qual o jogador mais responsável por esse facto. Aqui fica o meu supremo desafio para os meios tecnológicos.Cada vez existem mais tentativas para decifrar os segredos mais profundos de um jogo de futebol. A informática não descansa nessa cruzada. Terminam os jogos da Champions e surge uma série de dados estatísticos. Remates, cantos, posse de bola… e, nos últimos tempos, um novo dado: os quilómetros que durante os noventa minutos cada jogador correu!
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Segunda-feira, Janeiro 07, 2008
Sábado, Janeiro 05, 2008
Acordo ortográfico
Agora que se fala muito sobre o acordo ortográfico, muitos perguntam afinal o que vai mudar? Um pouco nostálgico abandonar regras que nos custaram muitas "reguadas" durante os ditados na escola primária, mas é por uma boa causa. Devemos lutar para que cada vez mais a língua portuguesa seja mais falada em todo o mundo! Todas as alterações estabelecidas pelo acordo ortográfico estão explicadas na Wikipedia. É uma página extensa sobre o acordo que data já de 1990 (!), mas a visita é necessária.Etiquetas: Conhecimento, Cultura, Portugal
Sexta-feira, Janeiro 04, 2008
As lesões que valem pontos
Entre os maiores mitos que o futebol português ainda hoje alimenta, está a suposta "visão" que o "arguido" revela para as questões desportivas.Etiquetas: Futebol
Este homen é um MISTER
Sempre me surpreendeu o facto de Humberto Coelho ser praticamente esquecido quando se fala na sucessão de Luis Felipe Scolari. O antigo capitão do Benfica foi um dos treinadores com mais classe que conheci, um verdadeiro gentleman que sabe muito, mas muito mesmo, de futebol. Os números a seguir expostos, compilados pelo José Guilherme, mestre desta arte, confirmam apenas aquilo de que eu já suspeitava:Humberto Coelho é uma mais valia que o futebol português desperdiça.
Rendimento JOGOS VITÓRIAS EMPATES DERROTAS GM GS Pts
Luz Afonso 80,00% 20 15 2 3 41-16 32
Humberto Coelho 75,00% 24 16 4 4 56-16 36
José Augusto 73,33% 15 9 4 2 29-12 22
Felipe Scolari 71,64% 67 39 18 10 133-52 96
António Oliveira 70,45% 44 26 10 8 102-40 62
Artur Jorge 65,00% 20 9 8 3 24-11 26
Carlos Queirós 60,87% 23 8 5 8 4 2 28-14 28
"Juca" 53,75% 40 17 9 14 53-51 43
VER mais no indispensável http://recordesdabola.blogspot.com/
Etiquetas: Futebol, Seleção Nacional
Melhor Blog Português de 2007
Espero que a iniciativa perdure.Pois permite muitas descobertas interessantes.
E o talento nunca é demais.
Etiquetas: Internet
Cavaco, o fiasco
O discurso de Ano Novo do Presidente da República é um logro. 7200 caracteres, fora os espaços, gastos para o boneco. A única ideia que se demarca é a inverosímil admoestação contra os salários dos altos dirigentes de empresas. Que é isto? De que empresas está a falar? De que nível de rendimentos? Estará Cavaco a falar de Jardim Gonçalves, entrando assim na corrida eleitoral em curso no BCP? Está a falar de alguma empresa de curtumes na Beira? Ou estará a falar dos empresários que enriqueceram por terem sido favorecidos no cavaquismo, ganhando tanto que até dava para financiarem o PSD com os trocos? Acima de tudo, que adjectivação merece um discurso que tem uma nulidade de mensagem como prato principal? Esta: bela merda. Não sei quem lhe escreve os textos, mas está a precisar de ajuda.Na mesma senda, a referência à sinistralidade rodoviária é caricata, tendo em conta a sua irrelevância no contexto do discurso. E a pérola críptica do que foi dito consiste nesta afirmação:
Perante as dificuldades de crescimento da nossa economia, perante a angústia daqueles que não têm emprego e a subsistência de bolsas de pobreza, devemos concentrar-nos no que é essencial para o nosso futuro comum, e não trazer para o debate aquilo que divide a sociedade portuguesa.
Não desviemos as atenções do que é verdadeiramente importante.
Se alguém conseguir decifrar este passo, ou tão-só a quem se destina, é favor partilhar. Receio que esteja em curso uma sampaízação da Presidência.
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O ponto a que Menezes chegou
Consta que Menezes disse uma coisa qualquer sobre o Estado, não sei quê dos meses, e desmatava ou desmatava-se ou desperdiçava ou despedia ou despia-se ou qualquer coisa começada por des e terminada em 6 meses ou meio ano ou coisa assim. E isso teve, no País que lê, impacto igual ao de uma melga a marrar de cornos no farolim de um camião TIR a caminho de Badajoz às 4 da manhã e com o motorista afagando os bigodes enquanto se recordava de um memorável chispe de porco com feijão.Etiquetas: Politica
Quinta-feira, Janeiro 03, 2008
“Fish Spa”
Esse método já era usado na Turquia, conhecido como doctor fish, nome que é dado aos peixes que realizam esse processo, onde clínicas médicas e spas usam o pequeno peixe que chamam de Garra Rufa, para remover tecido morto em dermatologias como psoríase e demais afecções de pele.Parece nojento não é mesmo? Pois então saiba que existe um outro método de fato nojento - a moggot therapy - que consiste neste mesmo processo só que usando larvas de moscas desinfectadas. Eles chamam isso de bioterapia, colocando tais larvas sobre tecidos epiteliais necrosados, ulcerados pelo frio e com feridas. Elas se alimentam da carne morta limpando a área afetada, promovendo assim o processo de regeneração e cicatrização bem mais rápida. Disgusting!!Tal terapia já era usada na antiguidade, tendo sido praticada pelos Maias e pelos Aborígenes australianos.
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