TraVessA dA Má LinGua

 

Muito falar, pouco acertar...

 

Quinta-feira, Fevereiro 07, 2008

Football Cheerleaders

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Carnaval do Rio 2008

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Quarta-feira, Fevereiro 06, 2008

Há portuguesas assim (Luciana Abreu)

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Há portuguesas assim (Filipa Paixão)

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Há portuguesas assim (Sarah Nordin)

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Ora, tomem lá verdades absolutas!!!

Pois é, nascem assim, naqueles momentos de pura encenação teatral, os pretextos para se soltarem os patéticos laudatórios que sustentam as "verdades" do futebol português.
A maior delas: «o trabalho planificado no Dragão», como dizem alguns jornalistas da nossa praça: «Mais do que obedecer a uma estratégia objectiva, a divulgação do anúncio do prolongamento de vínculo de Quaresma confirma o que se sabe há muito: no FC Porto não se deixam problemas a marinar. E essa é uma base indispensável para o sucesso. (...) O que verdadeiramente tem significado é a capacidade portista para tomar decisões em "timing" cirúrgico. (...) A renovação de Quaresma, de resto, é apenas mais um elemento que ajuda a compreender como há trabalho planificado no Dragão (...) e gestão de activos segundo uma linha condutora definida e compreensível. (...) A renovação de Quaresma, insisto, é apenas o mais recente exemplo de como a eficácia mora no Dragão». (Fernando Santos, O Jogo, 23/01/2008)

Mas não fiquemos por aqui: «O Sporting quer reforços mas não tem dinheiro, o Benfica corre atrás de meio Mundo [contam os anúncios da 1.ª página do Record?...] e os nomes possíveis são a alegria do povo e FC Porto renova com os seus símbolos e peças fundamentais. Dá-lhes confiança e mais dinheiro. É uma gestão sem paralelo em Portugal e que obviamente tem os reflexos. Em tudo. Na classificação e nos títulos.» (Marco Aurélio, Record, 24/01/2008)


É evidente!!!


A «gestão sem paralelo» e a «gestão de activos segundo uma linha condutora definida e compreensível» percebe-se na aquisição (a "preços de saldo", pois então) de flops do género de Lucas Mareque, Renteria, Leandro Lima, Luis Aguiar, Kazmierczak, Lino, Edgar, Bolatti, Mariano González, Stepanov, Bruno Moraes, Nuno, Bruno Gama, Bruno Vale, Leo Lima, Jorginho, Maciel, Paulo Machado, Sandro, Marco Ferreira (é verdade, passou pelo FCP), Sonkaya, Paulo Ribeiro, Sokota, Areias e Alan. Quem quiser dar-se ao trabalho que vá ao site da CMVM e consulte os Relatórios e Contas da virtuosa SAD para confirmar o custo destas "pérolas"...

«Timing cirúrgico» confirma-se no título do maior número de treinadores contratados por uma equipa, numa só época, quatro no seu todo...O «trabalho planificado», que arrebata pelos 30 milhões de prejuízos da gestão da SAD portista que se multiplicaram em 2005, 2006 e 2007...

É o que se chama uma «estratégia objectiva» sustentada devidamente pelos "barretes" que todos os anos se vão enfiando a uns quantos clubes estrangeiros, consequência da teia de contactos que o clube de pendor regional mais a norte, segundo mostram alguns indícíos, vai mantendo com o obscuro mundo dos empresários, das comissões encapotadas e do tráfico de influências...

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«Fado e samba», O futebol e a vida

O jogador sul-americano dá mais importância à liberdade do que o europeu. É um estilo que se espelha nos relvados, mas que começa na atitude fora deles.
São mundos diferentes. Os ritmos, os espaços e o clima. De todas as paisagens sul-americanas, os jogadores brasileiros são aqueles que mais sentem a diferença entre os seus aromas tropicais e o mais sisudo universo europeu. O futebol e a vida. Em campo, até o tamanho da relva muda. Mais alta no Brasil, mais baixa na Europa. Fora dele, a picanha e o samba atenua a distância. Mas nem sempre chega. Quando, nos anos 90, Edmundo, o animal, chegou a Florença a sua primeira pergunta foi onde fica o mar? Dispostos a tudo para o agradar, os directores da Fiorentina mostraram-lhe a cidade e algumas casas no centro, carregadas de significado histórico. Não, demasiado velhas, disse, mais habituado à moderna arquitectura do seu apartamento de luxo junto à areai ardente de Copacabana. A contratação de um jogador brasileiro envolve, pois, um risco que ultrapassa o seu valor futebolístico. É preciso relativizar todas essas diferenças que, no relvado, o impedem de repetir as mesmas coisas que fazia nos gramados. É necessário sempre um período de adaptação aos tais novos ritmos e espaços. Algo mais notório quando são cariocas. Os gaúchos, do Sul, regra geral, adaptam-se mais facilmente. Entender um jogador, criar o seu jogar espelhando-o no colectivo, é uma missão complicada. É preciso entender a sua forma de, primeiro, pensar e viver, e, segundo, colocar-se e jogar em campo de forma a fazer mais vezes o que fazem bem e menos vezes o que fazem mal. Os brasileiros são, nesses aspectos, os casos mais difíceis. Recordo o caso de Carlos Alberto. Um brasileiro puro, no jogo e na vida. Um estilo de vida festivo com um jogador de futebol no meio. É preciso entender as duas coisas. Em 2004, foi chave no caminho ao titulo europeu. Conta-se que quando passou na torre dos clérigos afirmou deslumbrado que já me tinham dito que Sintra era muito bonita. Um estilo de vida festivo, com um jogador de futebol no meio. Depois desse ano, porém, o Feijão desapareceu e acabou por sair. A qualidade dos pés de Liedson está provada. Os atalhos da sua cabeça continuam insondáveis. Ou não, porque, em geral, no futebol, o que parece é. A rebeldia aumenta na quadra natalícia. Férias maiores e o mercado a abrir-se. Liedson está já na sua sexta época no Sporting. É difícil imaginar a equipa sem ele. Paulo Bento também pensará o mesmo e por isso disse prescindir de extremos pois eles não combinam com a forma de jogar do “levezinho”. O jogador sente-se importante e joga com isso. Esta relação de Lieson com o entendimento do jogo é, no entanto, um dos traços que melhor distinguem os craques do “Novo Mundo” quando chegam ao “Velho Continente”.

Não é fácil, no entanto, para qualquer treinador europeu entender e domar com muitos jogadores sul-americanos. Regra geral, são mais participativos no jogo. Ou seja, questionam mais o porquê das coisas, mesmo que seja apenas numa perspectiva de interesse individual. Isto tanto facilita o jogo como cria problemas. O jogador europeu é mais receptivo e disciplinado a acatar as ordens tácticas. Ouve e cumpre. Dizem “Faço o que o treinador manda” como se isso fosse um exemplo de honestidade. No fundo, com essa frase, apenas fogem das suas responsabilidades. O sul-americano, mais o argentino que o brasileiro, ouve e pergunta. Claro que existem excepções, de ambos os lados, mas, no geral, isto espelha um pouco o choque de mentalidades do jogador sul-americano quando chega à Europa. Dá mais importância à liberdade do que o europeu. É um estilo que se espelha nos relvados, mas que começa na atitude fora deles. Até nas emoções que transmitem. Não imagino Cristiano Ronaldo quando ouço um samba e Ronaldo é um génio da bola. Mas pertence a outra cultura. Quando ouço tamborins e cuícas, imagino Robinho, por exemplo. É uma maneira de ser. Da mesma forma que um treinador necessita um jogador em quem confia, o jogador necessita um treinador em que acredite. Entendimento da forma de vida, em campo e fora dele.

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O «piloto automático»

O Benfica converteu-se ao 4x2x3x1. É um ponto de partida, mas, quando mexe na equipa, Camacho nunca mexe tacticamente. Mexe apenas nas dinâmicas individuais de cada posição. Por isso, Adu e Di Maria nunca «jogaram» no Benfica...

Pensar no sistema táctico é mais do que pensar na estrutura que dispõe os jogadores em campo. Mesmo ambas em 4x4x2, duas equipas podem jogar de forma muito diferente. Depende das movimentações que, em situações idênticas, os jogadores realizam. Os sistemas não são, portanto, universais. Não têm vida própria. A estrutura do Benfica está solidificada no 4x2x3x1. É um ponto de partida. Falta agora, detectar, os seus princípios (hábitos) de jogo.Vendo os jogos, é raro, porém, detectar-se movimentos que se repitam de forma pensada, isto é, algo que ultrapasse a dinâmica lógica do sistema, como o lateral subir, o ala flectir, cruzamento e depois depende da bola cair ao primeiro ou segundo poste e onde está o ponta-de-lança. Em vez de um jogar colectivo, a estrutura move-se por impulsos individuais. É a vertigem do piloto automático que não pensa. Ataca por picos e a seguir faz uma transição defensiva desequilibrada. Os jogadores movem-se (correm muito) tendo apenas como referência onde partem e nunca onde devem chegar no fim desse movimento. É um estilo emocionalmente forte que confunde adversários, mas esgota-se nisso mesmo. Quando mexe na equipa, Camacho nunca mexe tacticamente. Mexe nas dinâmicas individuais de cada posição. Como contra o FC Porto em bloco-baixo, em vez de mexer no plano táctico, limita-se a trocar Pereira por Di Maria, sobre a direita. Com Di Maria, estremece esse espaço, ganha mais velocidade, mas a ideia esgota-se apenas nisso. Ou seja, falta padrão de jogo ou circulação de bola. Quando entra Adu, não entra outro pensamento sobre o jogo, mas só um jogador diferente do que lá estava. Dá apenas sangue novo à posição. Os movimentos continuam dependentes da anárquica inspiração individual.Camacho quer fazer o primeiro remate ou a primeira jogada de perigo. Era a fórmula do seu Real Madrid como jogador. Mas tal não sucedia por mero impulso individual. Tinha filosofia colectiva para lá chegar e se não o conseguisse movia-se para descobrir como o fazer. O actual Benfica limita-se a abanar com o jogo de cada vez que um jogador, sobretudo nas faixas, arranca com a bola.O jogo apenas ganha um cérebro quando Rui Costa pega na bola e organiza a circulação ou quando, noutro estilo, Nuno Gomes actua mais recuado e procura combinar com Cardozo, mais avançado. Por isso, antes de cada jogo, a grande questão está em saber se Cardozo e Nuno Gomes alinham juntos. É a única pequena sociedade que se detecta no actual jogar benfiquista. Por força das características dos jogadores. Não de um jogar arquitectado. Cada vez mais, no futebol de top, joga-se como se treina. O actual Benfica é o espelho desse facto. Para o bem (emocional) e para o mal (táctico).

Adu e Di Maria nunca «jogaram» no Benfica
No fim do jogo, é comum perguntar como jogou aquele jogador. O conceito jogar está, no entanto, deturpado. Porque não basta ter estado em campo para jogar. Estranho? Não. Porque o conceito jogar tem implícito princípios de movimentos que partindo das características individuais são depois integrados numa ideia colectiva de jogo e, no caso mais particular do jogador, numa dinâmica de movimentos complementar com os colegas mais próximos do espaço em que se move. Ou seja, jogar implica inter-acção e não apenas acção. Por isso, é difícil dizer, por exemplo, se Di Maria e Adu (ou até Cardozo) têm jogado bem no Benfica. Porque, em campo, não se lhes detectam movimentos de inter-acção. Não demonstram um jogar colectivo para lá das dinâmicas individuais (acção) que, com a sua qualidade técnica individual, dão a cada posição. Falta promover a inter-acção (táctica) entre esses movimentos isolados. Falta o lado táctico do jogo. Basta ver Adu ou Di Maria poucos minutos para ver que têm grande margem de crescimento. Bastam também poucos minutos para perceber que este não será o melhor caminho para o conseguir. Passar da acção para a inter-acção. A única forma do jogador crescer. A todos os níveis.

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Imaginação “mecanizada”

Concentração, espectáculo, inteligência, criatividade, etc… Que palavras fazem hoje os pilares de uma grande equipa europeia e a essência dos melhores jogadores?

Pensem no futebol actual e as sensações que ele transmite. Quais as palavras que melhor definem hoje uma grande equipa de futebol? Para o adepto imparcial, termos como espectáculo e magia seriam, certamente, os mais desejados. Para um treinador, porém, o jogo tem de ter os pés sempre mais bem assentes na terra durante os 90 minutos. Por isso, no final de cada jogo normalmente definem a exibição da equipa com palavras como “inteligência” e “concentração”. Não serão, claramente, as mais excitantes, mas são, indiscutivelmente, as mais importantes no tal mundo frio e realista do futebol moderno, onde até os mais criativos mágicos têm de se moldar a esses princípios. O problema é que, muitas vezes, esse lado tão “mecânico” do jogo, coloca-lhe umas rédeas de tal forma curtas ao ponto daquelas palavras-chave passarem a confundir-se com “calculismo” e “receio”.

Mas será ainda possível existir espaço para um jogador divertir-se no futebol actual? Acredito que sim e Quaresma é, para o bem e para o mal, um bom exemplo disso. Kiko, um belo jogador espanhol dos anos 90, costuma dizer que “ no campo, a felicidade absoluta não existe, mas...yo casi la rozo”. Como? “Ninguém imagina que eu possa passar um jogo sem tentar um túnel ou um toque de calcanhar...”. A verdade, porém, é que Kiko nunca conseguiu dar o salto do jogador entusiasmante para um jogador de verdadeira dimensão mundial. Nunca conseguiu, afinal, conciliar diversão com concentração. Mais do que um jogador excitante, ser um jogador inteligente. Afinal, aquele que percebe que, em campo, pode haver tempo para tudo. Para túneis, passes de letra, mas também para segurar, jogar sem bola, cortar e passar. O treinador francês Aimê Jacquet confessou que antes da final contra o Brasil no Mundial 98 chamou Zidane à realidade dizendo-lhe: “Zizou, tu não és a equipa de França. Tu não representas a equipa de França. Não metas essa ideia na cabeça.” Fez uma pausa e acrescentou: “Mas eu sei que serás tu que nos fará ganhar!” Cristiano Ronaldo é um bom exemplo para perceber este choque de conceitos. Em ambos os sentidos. É um jogador inteligente no Manchester. É um jogador anárquico na selecção. Ora, na essência, as grandes equipas são feitas de jogadores da primeira matéria. Joga melhor, isto é, mais em sintonia com a equipa e as suas qualidades, na “Velha Albion” do que na relva lusa. É a chamada “criatividade inteligente”. Ou, no plano colectivo, a mecânica controlada pela imaginação. O facto do FC Porto ser a única equipa portuguesa a continuar na “Champions” tem muito a ver com esta consciência de futebol. É uma equipa, ao contrário do Benfica, sem “estados de alma”. No contexto europeu isso é muito importante. Claro que existem diferentes níveis desta categoria futebolística. O actual FC Porto, nesse sentido, ainda está numa segunda linha dos gigantes europeus, mas o facto de ter sido primeiro do seu grupo, coloca-o, para já, na casa mais elitista da bola europeia. Ainda, precisa, no entanto de crescer muito para dar outras sensibilidades (tácticas e técnicas) ao seu jogo quando confrontado ao mais alto nível.Tentem, então agora responder à pergunta inicial do texto. Seguindo o raciocínio expresso nestas linhas ou outro que entenderem melhor, acredito que todos eles irão à inteligência antes da diversão. Não há drama nenhum nisso. Porque, depois, em campo, no tal conceito do “bom futebol”, elas voltam a juntar-se.

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Nem assim a Luz "aquece"...

É fazendo publicidade ao Dark Temptation que estas caras bonitas animam ao ritmo de muita música, os tempos "mortos" no estádio, fazendo mesmo aquecer algumas almas mais gélidas...
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Terça-feira, Janeiro 08, 2008

"Invejosas..."


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Porreiro pá!

A pasmaceira política portuguesa distrai-nos das distintas personalidades dos nossos governantes. Fascinados pelas semelhanças entre primeiros ministros e presidentes, insistentes na expansão pirata da economia privada, conservatismo fiscal, e repressão dos direitos sociais e laborais, não notamos que são todos gajos singulares em estilo e liderança. Assim, enquanto o país permanece inscrito em dura pedra no atraso social e democrático, o espectáculo da República está em constante re-invenção. Vejamos os líderes do absolutismo democrático, quando no final da década de 80, os governos começaram a cumprir o termo dos seus mandatos.

Mário Soares sempre se imaginou como descendente final de uma linhagem ilustre, por direito filial e porque trabalhara na oficina do PSF a aprender a arte artesanal da social democracia. Enquanto presidente, Mário encarnou rotunda solenidade. Mário cumprimentava a calçada, os postes da estrada, os marcos do correio. Um D. Quixote a imaginar multidões que o vinham celebrar. Mário de resto era tão imóvel como a calçada e os postes, todo pose e ritual.


Aníbal Cavaco Silva tinha uma relação ingrata com a nação. O professor queria ensinar o país a crescer e a igualar as nações míticas dos manuais de economia. Porque o país não aprendia a tabuada, zangava-se, com um olhar duro e palavras atrapalhadas obrigava os portugueses a trabalhos para casa. António Guterres foi um primeiro ministro curvado pela palavra leve, um abade da social democracia. Com ares castos, santificados e sofridos pedia ao pais para se reconciliar e o perdoar de pecados governativos.


José Manuel Durão Barroso foi um primeiro ministro escapista. Um Houdini da política portuguesa que durante o mandato fintava responsabilidades com um golpe de mão e verbo rápido, e perante a morte certa entrou num beco escuro e reapareceu lá longe, Presidente da Comissão Europeia.

Ficou o Pedro Santana Lopes, que assumia a chefia do governo como um carnaval da sua vaidade e da sua corte de meninos mimados e criminosos.


O mais distinto neste panteão é inesperadamente José Sócrates. O actual primeiro ministro distingue-se como o primeiro que é genuinamente e entusiasticamente feliz. O José sorri, abraça, beija, aplaude, auto-congratula-se. O José acredita que é o princípio e o fim do país, ele é o governo, o crescimento economico também, até a diplomacia europeia só existe pela sua intervenção. O José começa os dias a consagrar o seu corpo com uma corrida em cenários heróicos, e termina com discursos musculados que são odes de amor próprio. Finalmente, o poder reconciliado.

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O Sporting e o «Losango»

Observando o Sporting dos ultimos tempos, torna-se evidente que precisa de um sistema alternativo mas o pior que pode fazer neste momento é deixar de jogar e treinar com aquele que é o seu preferencial hà dois anos, o 4x4x2 losango. Seria como sair da sua «casa táctica» para um território estranho.
Penso, por vezes, o que será o Paulo Bento treinador daqui a dez anos. Quando se começa a vida nos bancos logo no comando de um grande, a noção de progressão na carreira fica desde logo muito turva. É quase um paradoxo dizer-se que precisa crescer como treinador quando, no plano nacional, já está no topo. Há dez anos, era Carlos Manuel quem treinava o Sporting. Hoje, está no Atlético e, desde há muito, fora do circuito da I Divisão. Não penso que vá ser esse o destino de Bento, mas a sua carreira como técnico do Sporting caiu num “beco sem saída” táctico.
Geometricamente, o losango é um bom habitat para um meio-campo. Toca em largura os seus vários pontos e dá vida a cada espaço de relva. Paulo Bento viu nele a “casa táctica” ideal para construir o seu Sporting. Nos últimos tempos, porém, a equipa sentiu necessidade de outros abrigos tácticos. Ensaiou vários (desde o plano de emergência dos três defesas ao 4x2x3x1) mas em todos sentiu-se num território estranho. E estava, de facto.

Por isso, quando, antes ou a meio do jogo, Bento ordena-a de voltar ao losango, ela quase como se sente de volta à sua “casa táctica”. Tentou o 4x2x3x1, mas desistiu o que não surpreendeu. Por uma razão simples: transformou o sistema alternativo em principal, e a equipa ressentiu-se da falta de rotinas.

O Sporting precisa de um sistema alternativo, mas não para substituir o preferencial. Precisa dele apenas para solução táctica a lançar face à evolução dos jogos. O pior que Bento pode fazer neste momento é desistir do seu sistema preferencial. O 4x4x2 em losango. O Sporting deve continuar a jogar na estrutura onde o faz melhor. Ao mesmo tempo, deve ir treinando o alternativo. Não é fácil treinar dois sistemas ao mesmo tempo, pelo que um deve sempre impor-se ao outro. Se Bento ceder em tentar tornar o alternativo (4x2x3x1) em preferencial (substituindo o 4x4x2) estará a deitar fora dois anos de trabalho. Só voltando ao principio, isto é, à pré-época, redesenhando o plantel, é que podia dar construir outra “casa táctica”. Agora, resta-lhe lutar pelas suas ideias. Ganhar ou perder com elas.

Os laterais são decisivos para dar vida a este sistema. Por isso, a grande influência que Abel tem hoje no jogo leonino. A mobilidade dos médios, também. Para essas quatro posições, tem cinco com saber táctico (Veloso-Vukcevic-Izmailov-Moutinho-Romagnoli). Poucos, para um sistema física e tacticamente tão exigente. Quando mexe nas peças, a máquina ressente-se de imediato. Mas, vendo bem, os losangos têm muitas saídas que vão dar até ao bom futebol. Basta os jogadores serem capazes de as descobrir. Em Alvalade, a melhor solução para Bento é perceber que o significado da palavra alternativo é muito claro.

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O princípio do bom futebol

Quando mexe na zona central da equipa, o treinador é como um cirurgião a fazer uma operação de coração aberto. São os órgãos vitais do onze que estão em causa. Rui Costa, Lucho, Moutinho e o drama da selecção sem Deco.
Das várias definições que já ouvi no futebol, existe uma que gosto de destacar: “Uma equipa de futebol é como o organismo humano que tem órgãos que se adaptam ao mau funcionamento de outros. Há uma parte de vida vegetativa, quase automática, outra de reflexão espontânea e uma inteligência que controla quase tudo.”
Olhamos para um relvado e toda aquela imensidão parece ter a mesma importância. Perto da baliza imaginamos a bola nas redes, mas, antes disso, ela vai ter de percorrer muito caminho. Nesse percurso, nem todas as estradas têm a mesma importância. Na divisão entre os flancos e a zona central, está implícita duas formas viver o jogo. No flanco, sob o prisma dos desequilíbrios e da velocidade de pernas. A emoção. No centro, sob o prisma do pensamento e da velocidade de mente. A razão. Partindo do principio que qualquer plano, de vida ou futebolístico, deve antes de executado ser pensado, percebe-se onde começa o bom futebol. Filosoficamente, no pensamento. Em campo, na zona central. Isto é, personalizando a ideia, nasce na cabeça do treinador e vê a luz sobre a relva nos pés do médio-centro.Visitem a história do futebol e tentem descobrir grandes equipas sem bons médios-centro. Não existem. Porque, sem eles, o onze deixa de ter o cérebro, a referência para quem olhamos e passamos a bola na hora de reorganizar posições e reiniciar o circuito preferencial de jogo.

É por isso que a jangada do bom futebol de Rui Costa continua a ser, mesmo na tempestade, a melhor forma do Benfica navegar no relvado. É por isso que, no FC Porto, Lucho brilha tanto quando joga do que quando o não faz, tal o impacto que essa falta provoca na lucidez do jogo azul-e-branco. É por isso que no Sporting, critica-se quando Moutinho é desviado para uma ala, onde não é possível ter a mesma visão para ordenar jogo. Quando mexe nestas posições, o treinador está mexer nos órgãos vitais da equipa. É como um cirurgião a fazer uma operação de coração aberto. Se o bisturi falha, a equipa perde-se. Mas, às vezes, é indispensável fazer essas operações. Criar um «bypass» no onze para que as suas batidas (ritmos de jogo) mantenha uma leitura e dinâmica de movimentos com igual qualidade de vida.


Nos últimos jogos do apuramento, Portugal teve de entrar em campo sem o seu pensador oficial: Deco. Para ocupar o seu lugar, Scolari começou por fazer uma adaptação posicional, passando um extremo (mais habituado a desequilibrar do que a pensar) na tal zona central. Simão. O lado cerebral do jogo ressentiu-se. Naquele ponto, o bom futebol não vive de adaptações. Assim, facilmente perdeu o controlo organizado dos seus movimentos.

Depois, Scolari tentou dar outra lucidez à zona e apostou em dois jogadores mais rotinados como esse lado cerebral. Maniche e Miguel Veloso. Embora o costumem pensar desde posições mais recuadas, a projecção no espaço é a mesma, o corredor central. Com isso, a equipa resgatou o equilíbrio. Não atingiu a mesma dimensão pensadora do especialista mor, Deco, mas conseguiu um transplante de posições mais lógico. Ou seja, não colocou o lado emocional do jogo no local onde devia mandar o lado racional. Desta forma, evitou cometer erros e salvou o jogo e o apuramento.

O bom futebol tem, portanto, dois pontos de partida básicos: o pensamento e o médio-centro. Em campo, eles tem um nome e duas pernas. Se o treinador começar a pensar, no jogo e na equipa, a partir de outros locais, raramente encontrará a estrada certa para a equipa caminhar no relvado.

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A arte do fora-de-jogo

O bom futebol tem várias formas de expressão. Para lá dos passes de morte, tabelas e dribles, existe um gesto colectivo que, sem a bola, simboliza um dos momentos mais inteligentes. É quando a linha defensiva lê os movimentos (passe-desmarcação) do adversário e, subindo no terreno, coloca-os astutamente em fora-de-jogo. É quase um bailado com os jogadores a ir em sentido inverso. Tem tanto de maquiavélica como de bela.
Historicamente, esta reflexão remete-nos para o Milan dos anos 80/90 sob a batuta de Baresi. Olhava para o lado e quando os laterais estavam de perfil, dava a ordem e todos avançavam sincronizadamente. Na linha lateral, uma bandeirinha erguia-se: Fora de jogo! De cada vez, nos grandes planos, quase que se via um discreto sorriso trocista do catedrático libero italiano.

São cada vez menos as equipas que o fazem com essa qualidade no futebol de top. Tal diz muito da sua forma de defender. Para fazer o fora-de-jogo é preciso jogar com o bloco subido, defender alto. Tal implica correr mais riscos. Nesse sentido, saber fazer o fora-de-jogo, usando-o como arma para travar o adversário, em vez de choques e marcações apertadas, é o corolário máximo do principio de defender bem para atacar melhor.

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«Conta-quilómetros» na bola

Mais do que no jogador, devia-se era colocar o conta-quilómetros na bola e, no fim, ver qual das equipas a fez correr mais e qual o jogador mais responsável por esse facto. Aqui fica o meu supremo desafio para os meios tecnológicos.
Cada vez existem mais tentativas para decifrar os segredos mais profundos de um jogo de futebol. A informática não descansa nessa cruzada. Terminam os jogos da Champions e surge uma série de dados estatísticos. Remates, cantos, posse de bola… e, nos últimos tempos, um novo dado: os quilómetros que durante os noventa minutos cada jogador correu!
É difícil encontrar dado estatístico mais absurdo e inócuo do que este. Em vez de quanto correu o jogador o que devia surgir era quantos quilómetros correu a bola impulsionada por acção desse jogador. Entre correr mais e correr melhor vai uma diferença abismal. Dentro de um campo de futebol a velocidade adquire uma forma de vida muito específica. Nos anos 80, o grande ícone da velocidade no atletismo foi o americano Carl Lewis. Ao mesmo tempo, nos relvados, passeava um poeta dinamarquês, Laudrup. Quem era mais veloz Lewis ou Laudrup? Numa pista de atletismo, Lewis, sem dúvida. Num campo de futebol, Laudrup, claramente.

A questão deverá ser, portanto, a que máxima velocidade consegue um jogador correr tendo a bola dominada ao mesmo tempo. Laudrup foi dos jogadores mais rápidos que vi em toda a minha vida. Nos treinos, porém, em corridas em linha recta com os colegas, era quase sempre dos últimos a chegar.

De que serve, portanto, a potência, velocidade e resistência, sem qualidade, precisão e inteligência? Um atleta chega à meta e acabou. Para o futebolista a meta é a bola.

E é a partir daí é que começa a jogar.Confesso que assisti com mágoa à queda da Inglaterra frente à Croácia. A razão era simples: o Euro-2008 ia perder dos jogadores que melhor fazem essa união entre a velocidade e a bola. Rooney, um metralha do futebol, e Walcott, este um litle boy que jogou pelo onze Sub-21 contra Portugal. A sua capacidade de conduzir a bola em velocidade, tocando-a, tocando-a, à medida que vai serpentando pelo campo, confundindo adversários que não descobrem o timing certo de meter o pé para o desarme pois quando pensam ser o momento de o fazer, ele dá-lhe mais um toquezinho e segue acelerando, é um tratado de conexão bola-jogador. Depois, trava na hora certa.

Na história do futebol há outro lance que espelha divinamente essa união ente um homem e uma bola em velocidade. É o arranque de Eusébio desde o meio-campo no lance que dá o penalty do quarto golo de Portugal contra a Coreia no Mundial 66. No futebol, portanto, velocidade só a da bola e a dos jogadores com ela em posse.

Mais do que colocar um conta-quilómetros num jogador, devia-se colocá-lo na bola e, no fim, ver qual das equipas a fez correr mais. Um dado para perceber o que é jogar bem. Aqui fica o meu supremo desafio para os meios tecnológicos.

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Segunda-feira, Janeiro 07, 2008

Arte & Beleza (II)

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Vergonha!



Absolutamente vergonhoso, em jogadores desta idade, desta responsabilidade, deste nível e sobretudo deste clube.


Espero que o castigo seja exemplar.

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Arte & Beleza (I)

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Sábado, Janeiro 05, 2008

Acordo ortográfico

Agora que se fala muito sobre o acordo ortográfico, muitos perguntam afinal o que vai mudar? Um pouco nostálgico abandonar regras que nos custaram muitas "reguadas" durante os ditados na escola primária, mas é por uma boa causa. Devemos lutar para que cada vez mais a língua portuguesa seja mais falada em todo o mundo! Todas as alterações estabelecidas pelo acordo ortográfico estão explicadas na Wikipedia. É uma página extensa sobre o acordo que data já de 1990 (!), mas a visita é necessária.

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Sexta-feira, Janeiro 04, 2008

Best glamour photos 2007 (IV)

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As lesões que valem pontos

Entre os maiores mitos que o futebol português ainda hoje alimenta, está a suposta "visão" que o "arguido" revela para as questões desportivas.
Muitas vezes, acentua-se esta "valência" do clube em contraponto ao que se passa, principalmente, no Benfica.

Na sequência dos 4 treinadores numa época, das dezenas de jogadores contratados ano após ano, para acabarem a rodar (convenientemente...) noutros clubes, ou para aquecerem o banco, em 2007/2008 a história repete-se, agora com novos protagonistas.

Estamos a meio da época e alguém pode confirmar a qualidade de Stepanov, Lino, Bolatti, Leandro Lima, Mariano Gonzalez, Ernesto Farías e Edgar, algumas das principais contratações do FCP?

A conclusão óbvia, justificada pelos minutos que têm jogado e ainda mais pelas ausências que continuam a confirmar, é que valem muito pouco como jogadores de futebol!

Não fossem as razões da permanente não existência de lesões (que pelo contrário assola os principais adversários, mais uma vez, com especial incidência no Benfica) e já há muito os pontos de avanço na Liga se teriam tranformado em atraso irrecuperável.


Quaresma e Tarik deram o mote na último jornada.


Pode ser que esse "conjunto de deméritos acumulados", na opinião de alguns, sempre que abrem a boca, marca da gestão do Benfica, comece a tocar o clube com «a mais eficaz gestão desportiva de que há memória em Portugal» (Luís Óscar, Record, 28/07/2004).


Nessa altura, com certeza, outro galo cantará!

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Rescaldo das Férias: Liedson e a ditadura no Sporting


"Se é ser indisciplinado dizer que não vou bater um penálti, porque os deixei de bater nos jogos, ou isto é uma ditadura ou um quartel-general"
Liedson, ao JN

Apenas um comentário: o Levezinho está mesmo a pedir que lhe apresentem a guia de marcha.

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Este homen é um MISTER

Sempre me surpreendeu o facto de Humberto Coelho ser praticamente esquecido quando se fala na sucessão de Luis Felipe Scolari. O antigo capitão do Benfica foi um dos treinadores com mais classe que conheci, um verdadeiro gentleman que sabe muito, mas muito mesmo, de futebol. Os números a seguir expostos, compilados pelo José Guilherme, mestre desta arte, confirmam apenas aquilo de que eu já suspeitava:
Humberto Coelho é uma mais valia que o futebol português desperdiça.






Rendimento JOGOS VITÓRIAS EMPATES DERROTAS GM GS Pts





Luz Afonso 80,00% 20 15 2 3 41-16 32


Humberto Coelho 75,00% 24 16 4 4 56-16 36


José Augusto 73,33% 15 9 4 2 29-12 22


Felipe Scolari 71,64% 67 39 18 10 133-52 96


António Oliveira 70,45% 44 26 10 8 102-40 62


Artur Jorge 65,00% 20 9 8 3 24-11 26


Carlos Queirós 60,87% 23 8 5 8 4 2 28-14 28


"Juca" 53,75% 40 17 9 14 53-51 43



VER mais no indispensável http://recordesdabola.blogspot.com/

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Melhor Blog Português de 2007

Espero que a iniciativa perdure.
Pois permite muitas descobertas interessantes.
E o talento nunca é demais.

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Cavaco, o fiasco

O discurso de Ano Novo do Presidente da República é um logro. 7200 caracteres, fora os espaços, gastos para o boneco. A única ideia que se demarca é a inverosímil admoestação contra os salários dos altos dirigentes de empresas. Que é isto? De que empresas está a falar? De que nível de rendimentos? Estará Cavaco a falar de Jardim Gonçalves, entrando assim na corrida eleitoral em curso no BCP? Está a falar de alguma empresa de curtumes na Beira? Ou estará a falar dos empresários que enriqueceram por terem sido favorecidos no cavaquismo, ganhando tanto que até dava para financiarem o PSD com os trocos? Acima de tudo, que adjectivação merece um discurso que tem uma nulidade de mensagem como prato principal? Esta: bela merda. Não sei quem lhe escreve os textos, mas está a precisar de ajuda.
Na mesma senda, a referência à sinistralidade rodoviária é caricata, tendo em conta a sua irrelevância no contexto do discurso. E a pérola críptica do que foi dito consiste nesta afirmação:
Perante as dificuldades de crescimento da nossa economia, perante a angústia daqueles que não têm emprego e a subsistência de bolsas de pobreza, devemos concentrar-nos no que é essencial para o nosso futuro comum, e não trazer para o debate aquilo que divide a sociedade portuguesa.
Não desviemos as atenções do que é verdadeiramente importante.
Se alguém conseguir decifrar este passo, ou tão-só a quem se destina, é favor partilhar. Receio que esteja em curso uma sampaízação da Presidência.

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O ponto a que Menezes chegou

Consta que Menezes disse uma coisa qualquer sobre o Estado, não sei quê dos meses, e desmatava ou desmatava-se ou desperdiçava ou despedia ou despia-se ou qualquer coisa começada por des e terminada em 6 meses ou meio ano ou coisa assim. E isso teve, no País que lê, impacto igual ao de uma melga a marrar de cornos no farolim de um camião TIR a caminho de Badajoz às 4 da manhã e com o motorista afagando os bigodes enquanto se recordava de um memorável chispe de porco com feijão.

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Sou radicalmente contra


É que, a seguir, mudo logo para uma direcção que se proponha a restituir o emblema original. Há muita coisa que precisa de mudar no Benfica, mas o emblema não é uma delas.

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Gosto de ti porque és modesto


Tu só não perdeste mais porque... ficaste de fora.

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Quinta-feira, Janeiro 03, 2008

Best glamour photos 2007 (III)

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Há Mulheres Fantásticas não há?


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“Fish Spa”

A garota da imagem está em um spa no sul da China, submersa com milhares de minúsculos peixes que se alimentam de células mortas da pele. Em outras palavras, é um peculiar tratamento de beleza, onde a limpeza de pele é feita por esses peixinhos, que ao se alimentarem da camada superficial promovem a renovação celular da pele.Para que eles possam oferecer um bom desempenho, não recebem nenhum outro tipo de alimentação, por isso, assim que alguém entra na água, eles entram em ação. E mais, eles conseguem viver normalmente nas piscinas aquecidas, comumente usadas em spas.Eu também querooo!!! Deve ser bem relaxante sentir os peixinhos roçando pelo corpo todo dentro da água morninha, não é não?Os spas do Japão também usam essa técnica nas casas de banho para a limpeza dos pés de banhistas.
Esse método já era usado na Turquia, conhecido como doctor fish, nome que é dado aos peixes que realizam esse processo, onde clínicas médicas e spas usam o pequeno peixe que chamam de Garra Rufa, para remover tecido morto em dermatologias como psoríase e demais afecções de pele.Parece nojento não é mesmo? Pois então saiba que existe um outro método de fato nojento - a moggot therapy - que consiste neste mesmo processo só que usando larvas de moscas desinfectadas. Eles chamam isso de bioterapia, colocando tais larvas sobre tecidos epiteliais necrosados, ulcerados pelo frio e com feridas. Elas se alimentam da carne morta limpando a área afetada, promovendo assim o processo de regeneração e cicatrização bem mais rápida. Disgusting!!Tal terapia já era usada na antiguidade, tendo sido praticada pelos Maias e pelos Aborígenes australianos.

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